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Câmara quer comprar a Sinagoga ao Estado

A câmara de Tomar pretende comprar a Sinagoga, monumento do séc. XV que pertence ao Estado, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças.

Na reunião do Executivo realizada no dia 22, foi aprovado por unanimidade propor a compra do monumento por 87 mil euros, valor que resulta de uma avaliação feita por um perito externo.

Nas últimas décadas tem sido a câmara a tomar conta da Sinagoga, tendo investido há um ano mais de 300 mil euros em obras de reabilitação.

Construída na segunda metade do séc. XV, a sinagoga esteve ao abandono após a expulsão dos judeus. Foi adega, celeiro e armazém, até que em 1923 o judeu Samuel Schwarz redescobre o monumento, compra-o e seis anos depois doa-o ao Estado Português com a condição de ali ser instalado um Museu Luso-Hebraico.

Nos anos 80 do século passado foram os moradores da antiga rua da Judiaria que tiveram a iniciativa de reabrir e cuidar do monumento.

Após cerca de um ano em obras, reabriu ao público em outubro de 2019. Recebe em média mais de 30 mil visitantes por ano, sendo o segundo monumento mais visitado em Tomar, depois do Convento de Cristo.

 

Veja como ficou o centro interpretativo da sinagoga

Samuel Schwarz doou a Sinagoga de Tomar ao Estado há 80 anos

Escrita por Redação

Comentários

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  1. Caso a venda venha a efetuar-se, será mais uma asneira da câmara. Mais uma brincadeira com o dinheiro dos contribuintes.
    Consta da própria notícia que a sinagoga foi dada ao Estado por um judeu, que a comprou antes a um particular. Se foi dada ao Estado, faz algum sentido que agora o Estado a venda à Câmara, que entretanto tem tomado conta dela? Devia era doá-la, aproveitando para agradecer os esforços e as despesas entretanto nela feitas pela autarquia.
    Da parte da Câmara, é difícil perceber o que pretende mesmo. Que ideia foi essa de mandar avaliar a sinagoga? Aquilo não tem preço, como é evidente. Trata-se de uma raridade em Portugal. Um monumento judaico do século XV. Não é nenhum barracão, como os da antiga abegoaria municipal, junto à estação da CP, por exemplo. 87 mil euros é por conseguinte um mero palpite bacoco.
    Uma última questão: Se a Câmara já tomou posse da sinagoga há anos, e lá tem feito e mandado fazer o que bem entende, quer comprar para quê?
    Não seria melhor invocar a posse por usocapião? O síndico e restantes assessores jurídicos da autarquia andam a dormir? Ou estão só distraídos?

  2. Custa a acreditar.

    Esta gente (tenho mesmo de os designar assim), e sejam eles quem forem, não têm um pingo de lucidez, de discernimento, ou alguém que lhes possa dar umas breves dicas sobre o que deve ser uma política autárquica em termos culturais?
    Comprar a Sinagoga porquê e para quê?
    Então ela não está recuperada e disponível ao público?
    Precisam que alguém vos indique onde gastar dinheiro (mesmo poucochinho) para salvar URGENTEMENTE património histórico em fase de perca definitiva?
    Um concelho destes, velho, riquíssimo em termos patrimoniais e culturais vê estes agentes políticos a torrar recursos públicos a salvar o que já está salvo.
    Isto só se compreende assim: não fazem a mínima ideia do que seja cultura ou património cultural.

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